Nos próximos artigos, estaremos apresentando nossa monografia defendida no MBA de Gestão e Tecnologia Ambientais na Escola Politécnica da USP (PECE), em 2010. Nós investigamos quais são os riscos de não adoção e quais são os benefícios ambientais para as organizações que adotam a responsabilidade social empresarial (RSE), avaliando as prescrições constantes da bibliografia pesquisada e dos guias e padrões de RSE.

Foram analisadas as ISO 26000, ISO 14001, ISO 14040/44, ISO 14063, AA1000SES, diretrizes para a elaboração de relatórios de sustentabilidade do GRI (Global Reporting Initiative), orientações sobre meio ambiente da OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development) e as diretrizes do WBCSD (World Business Council for Sustainable Development) para a busca da ecoeficiência com o objetivo de formular uma estratégia de execução e comunicação de ações ambientais relevantes para as organizações e para seus stakeholders.

As perguntas que buscamos responder com essa análise são as seguintes:

  1. Quais os riscos incorridos pelas organizações indiferentes à responsabilidade social empresarial? Que benefícios ambientais podem ser auferidos pelas corporações que adotam a RSE?
  2. Que estratégia de ações ambientais que leva ao aprimoramento do nível de maturidade organizacional para o meio ambiente pode ser depreendida a partir da análise dos guias e padrões de responsabilidade social empresarial?
  3. Se existem recomendações estratégicas expressas nos guias e padrões de RSE para o engajamento dos stakeholders na comunicação ambiental, quais elas seriam?
  4. Dada a característica interativa do processo de comunicação com os stakeholders, considerando a multiplicidade de ações e o caráter permanente delas, é possível identificar um canal de comunicação preferencial para o envolvimento das partes interessadas? Em caso positivo, qual seria esse meio de comunicação e por quais motivos ele é preferencial?